Escenas clínicas cuir y dirección psicodramática sucia
DOI:
https://doi.org/10.1590/psicodrama.v34.791_espPalabras clave:
Psicodrama, Cuerpos cuir, Cisheteronormatividad, ClínicaResumen
Este artículo presenta una revisión crítica teórico-conceptual que articula las contribuciones del psicodrama, de los estudios decoloniales y de las teorías de género para discutir desplazamientos ético-metodológicos en la dirección psicodramática de escenas clínicas bipersonales y grupales. Se sostiene que el psicodrama constituye una herencia ambivalente: ofrece recursos para desnaturalizar roles y ampliar mundos, pero también puede reproducir universalismos coloniales, cisheteronormativos, racistas y capacitistas. Los cuerpos cuir y las cisheteronormatividades cotidianas se comprenden como fuerzas organizadoras de las escenas. La noción de escenas-escenario permite analizar cómo las experiencias singulares condensan normas, relaciones de poder y distribuciones de protagonismo. Finalmente, se propone una dirección psicodramática sucia, implicada en la escucha de los vínculos, las normas, los cuerpos y los mundos.
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