Aleijar e desbinarizar as bruxas: menstruação como prática coletiva
DOI:
https://doi.org/10.1590/psicodrama.v34.807Palavras-chave:
Pessoa com deficiência, Pessoas trans, Feminismo, Não-binariedade, PiscodramaResumo
Este artigo propõe uma reflexão teórico-crítica em psicodrama, em agenciamento com a Teoria Crip, os estudos transfeministas e perspectivas críticas de raça e deficiência, com o objetivo de tensionar concepções hegemônicas de grupalidade sustentadas por ideais de autonomia individual, participação plena e capacidade corporal/mental compulsória. Tomamos a experiência menstrual como analisador por compreendermos que ela torna legíveis os modos pelos quais os grupos organizam o cuidado e produzem reconhecimento. A partir desse deslocamento, problematizamos como tais concepções geram exclusões e invisibilizações, abrindo espaço para descolonizar o imaginário em torno dos processos grupais por meio da valorização das práticas de interdependência e cuidado, reposicionando o grupo como campo de produção coletiva da vida.
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